quinta-feira, 9 de julho de 2015


Governo chinês proíbe investidor com mais de 5% de ações de vender os papéis. Medida vale por seis meses.

Trabalhador limpa placa que identifica a rua financeira de Pequim

O governo da China anunciou medidas polêmicas na noite de quarta-feira (08.jul.2015), numa tentativa de estancar a queda dos preços das ações nas principais bolsas do país. Investidores com mais de 5% dos papeis de uma determinada empresa serão proibidos de vender suas ações por um período de seis meses.
Paralelamente, a China Securities Regulatory Commission, órgão regulador do mercado de capitais chinês, vai providenciar crédito de US$ 41,8 bilhões para que as corretoras chinesas comprem ações. Os recursos para as transações serão assegurados pelo Banco Popular da China, o banco central do país. O órgão regulador também ampliará a compra direta de ações no mercado.
Com as medidas, o governo chinês pretende reduzir as vendas de ações e aumentar as compras dos papéis, impulsionando os preços para cima. Desde meados de junho, quando as bolsas chinesas atingiram seu pico em valor de mercado nos últimos sete anos, elas sofreram desvalorização de mais de 30%, uma perda de cerca de US$ 3 trilhões em valor de mercado, segundo o jornal britânico “Financial Times”. Na quarta-feira (08.jul.2015), a Bolsa de Xangai caiu 5,9%.
Em comunicado, a China Securities Regulatory Commission disse que as medidas objetivam “manter a estabilidade do mercado de capitais e proteger direitos legais e interesses de investidores”. Citando “queda irracional” dos mercados, o órgão disse ainda que qualquer violação às novas regras seriam “tratadas seriamente”.
A proibição da venda de ações também se aplica aos executivos sênior de empresas e integrantes do Conselho de Administração das companhias, independentemente da parcela do capital da empresa em sua posse. No caso da compra de ações, o órgão regulador informou que comprará não apenas blue-chips (ações de primeira linha, com elevada liquidez), mas também papeis de companhias menores “para aliviar o problema de liquidez”.
O governo chinês também vem instruindo as empresas estatais a não venderem ações. Outras medidas recentemente anunciadas para inibir movimentações de pequenos investidores — maioria no mercado de capitais na China — são a suspensão de ofertas públicas de ações (IPOs, na sigla em inglês).


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