sábado, 25 de julho de 2015


Executivo da OAS negocia delação premiada

O ex-presidente da construtora OAS, José Adelmário Pinheiro Filho (vulgo Léo Pinheiro) negocia com o Ministério Público Federal um acordo de delação. Alcançado pela Operação Lava Jato, Léo Pinheiro passou seis meses recolhido a um xilindró em Curitiba. Hoje, arrasta uma tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar. Sob o risco de amargar uma condenação que pode devolvê-lo à cadeia, Léo se dispõe a fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção que desviou bilhões dos cofres da Petrobras — exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado.
Em troca de benefícios judiciais, os advogados de Léo Pinheiro, devidamente autorizados pelo cliente, ajustam com a Procuradoria detalhes do acordo de delação que pode estilhaçar o bordão “eu não sabia”. Operador da OAS, Léo tornou-se amigo e confidente de Lula. Em privado, diz que o ex-presidente petista beneficiou-se diretamente dos desvios praticados na Petrobras. O executivo da OAS se dispõe a explicar como o ex-presidente se beneficiou do dinheiro público roubado da estatal petrolífera.

José Adelmário Pinheiro Filho (vulgo Léo Pinheiro)


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