sexta-feira, 21 de agosto de 2015


Estado Islâmico destrói monastério na Síria e remove cristãos
Grupo concentra reféns em área próxima a sua capital no país

Militantes do Estado Islâmico (EI) demoliram um monastério na província de Homs, no centro da Síria, e transferiram vários reféns cristãos que mantinha na região, denunciou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. O grupo tem intensificado sua campanha nos arredores de Palmira, monumento histórico tomado em maio.
A exemplo do que já fizeram em cidades como Palmira e a iraquiana Mossul, os jihadistas usaram escavadeiras para destruir o mosteiro Mar Elian, na cidade de Qaryatain, que eles haviam tomado no início de agosto.
Em meio à destruição do patrimônio, aviões de guerra do governo sírio alvejavam a área com ataques aéreos.
Qaryatain está perto de uma estrada que liga a antiga cidade romana de Palmira às montanhas Qalamoun, ao longo da fronteira com o Líbano. O grupo militante radical vem ganhando terreno nas áreas desérticas a leste e sul de Homs, depois que tomou Palmira em maio.
A cidade foi tomada pelos militantes em maio, mas ainda não se tem notícia de que tenham danificado qualquer patrimônio das ruínas dos monumentos da era romana, apesar da reputação de destruírem artefatos idolatrados em outras culturas.
Antes de a cidade ter sido tomada pelo Estado Islâmico, governantes sírios disseram terem movido centenas de estátuas antigas para lugares a salvo, sem nem considerarem que viriam a ser destruídas por militantes. Era mais provável que o EI procurasse por itens portáveis, sem registro, mais fácil de serem vendidos.
Em junho, o Estado Islâmico explodiu dois santuários em Palmira que não eram parte das estruturas da era romana, mas que os militantes classificavam como pagão ou sacrilégio. No início de julho, divulgaram o vídeo do assassinato de 25 soldados reféns no anfiteatro romano.
A Unesco alertou no mês passado para o aumento “em escala industrial” do número de saques. O Estado Islâmico defende a destruição de patrimônios como Nimrod, no Iraque, mas não esclarece muito como essas antiguidades financiam suas atividades. Artefatos roubados são parte significativa da ideia que se tem das receita multimilionária do grupo, mantida também por reservas de petróleo, taxações e extorsões.
O EI domina mais da metade do território sírio.


Mosteiro de Mar Elian 
(teve vários trechos inteiramente destruídos)






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