Argentina surpreende e paga mais
de
US$ 1 bilhão a credores internacionais
Até agora, país tinha dito que não
poderia saldar vencimento,
pelo risco de embargo de ‘fundos
abutres’
Axel Kicillof - ministro da economia argentino |
O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, informou que o
país saldou um vencimento que, entre juros e principal, superou US$
1 bilhão, três dias antes do prazo final, que era o próximo 30 de
junho. O ministro explicou que o pagamento foi realizado na
quinta-feira, 26, devido a um feriado nos Estados Unidos. O
vencimento corresponde a bônus Discount, que foram reestruturados
nas renegociações de 2005 e 2010.
Até agora, a Argentina tinha dito que não poderia realizar o
pagamento, pelo risco de embargo por parte dos credores que não
participaram das operações de 2005 e 2010 e obtiveram uma sentença
favorável da Justiça americana para receber US$ 1,5 bilhão. No
entanto, a Casa Rosada surpreendeu confirmando o pagamento e
enviando um recado aos chamados fundos abutres:
— Qualquer conduta (leia-se pedido de embargo) violará o ordenamento
jurídico internacional.
Em sua conta no Twitter, a presidente Cristina Kirchner publicou uma
reprodução do comunicado oficial sobre a medida, com legenda
"Argentina paga".
Num breve discurso, Kicillof voltou a criticar o juiz de Nova York,
Thomas Griesa, que favoreceu os fundos abutres e não aceitou o
pedido da Argentina de suspender a vigência de sua sentença, para
permitir que o país pudesse honrar seus vencimentos, sem correr o
risco de embargo.
— Não cabe dúvida sobre a parcialidade do juiz a favor dos fundos
abutres e sua intenção de levar a Argentina a um novo calote —
declarou o ministro argentino, que na última quarta-feira apresentou
a delicada situação do país em reunião com os países do Grupo dos 77
mais China, na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Na quinta-feira,26, o governo argentino reiterou o pedido de "stay"
à Justiça americana, mas sem grande expectativa de conseguir uma
resposta favorável. Kicillof disse, novamente, que a Argentina tem
"vontade de pagar" a 100% dos credores, mas exige "condições
justas". O mais importante para a Casa Rosada, neste momento, era
evitar que país entrasse na categoria de "calote técnico", já que o
país têm os recursos para pagar seus vencimentos
— Não poderão alcançar esse objetivo, porque a Argentina vai cumprir
suas negociações, vai honrar sua dívida — enfatizou o ministro, que
acusou o juiz e os fundos abutres de quererem "nos botar de
joelhos".
Atualização: Justiça dos EUA rejeita pedido de suspensão de dívida da Argentina
O juiz Thomas Griesa, do distrito de Nova York, rejeitou o pedido de suspensão temporária do pagamento de dívida que o governo argentino tem com credores internacionais. Na semana passada, Griesa sentenciou o país a pagar 1,33 bilhão de dólares até dia 30 de junho a fundos chamados de "abutres" pelo governo de Cristina Kirchner, por seu caráter especulativo. A Argentina tentava ganhar tempo para renegociar o débito com os credores que estavam dispostos a conversar.
A negativa de Griesa coloca em risco o que a equipe econômica argentina anunciou: o depósito de cerca de 1 bilhão de dólares nos EUA para credores que renegociaram a dívida, como forma de sinalizar sua intenção de cumprir a determinação judicial.
O juiz Thomas Griesa, do distrito de Nova York, rejeitou o pedido de suspensão temporária do pagamento de dívida que o governo argentino tem com credores internacionais. Na semana passada, Griesa sentenciou o país a pagar 1,33 bilhão de dólares até dia 30 de junho a fundos chamados de "abutres" pelo governo de Cristina Kirchner, por seu caráter especulativo. A Argentina tentava ganhar tempo para renegociar o débito com os credores que estavam dispostos a conversar.
A negativa de Griesa coloca em risco o que a equipe econômica argentina anunciou: o depósito de cerca de 1 bilhão de dólares nos EUA para credores que renegociaram a dívida, como forma de sinalizar sua intenção de cumprir a determinação judicial.
PS: Os bancos e consultorias
afirmaram que as perspectivas econômicas da Argentina
pioraram. A inflação se aproximará dos 40% e a recessão
registrará uma queda do PIB de 2%.
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