Grupo punk Pussy Riot, presas há cinco meses,
são acusadas de vandalismo e de haver
profanado uma catedral.
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| Grupo punk Pussy Riot na catedral |
Em audiência na Justiça russa, as três integrantes da banda punk Pussy Riot [roqueiras e ativistas políticas] fizeram suas últimas considerações antes de ouvir o veredito do caso, que será anunciado no dia 17 de agosto. As jovens, acusadas de vandalismo, pediram desculpas a todos que teriam magoado no protesto na catedral ortodoxa Cristo Salvador e uma delas, Nadezhda Tolokonnikova, comparou seu julgamento aos processos do governo soviético de Josef Stalin.
Nadezhda, 22, Maria Alyokhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 29, estão sendo julgadas por invadir uma igreja ortodoxa e cantar um protesto contra o presidente Vladimir Putin Elas podem pegar até três anos de prisão por invadir o altar da catedral, em 21 de fevereiro, e cantar uma "oração punk", pedindo à Virgem Maria para “livrar” a Rússia de Putin, que está no poder desde 2000.
Putin nos últimos anos tem sido alvo de acusações de fraudes eleitorais e corrupção.
Nas últimas eleições, milhares saíram às ruas da capital russa em protestos contra os resultados que reelegeram Putin.
As três integrantes da banda punk Pussy Riot, na ocasião, disseram que o protesto foi decidido após o líder da Igreja Ortodoxa da Rússia, o patriarca Kirill, apoiar publicamente o resultado das eleições.
A promotoria russa pediu que cada integrante da banda seja condenada a três anos de prisão, alegando que o incidente expressou ódio religioso e um "ataque contra Deus".
Vídeo: banda punk de garotas agita campanha de oposição contra Putin

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