Governo do Uruguai faz projeto para estatizar a produção da maconha
Segundo a proposta, o poder executivo passaria a produzir, distribuir e comercializar a droga.
Venda para estrangeiros seria proibida.
O governo uruguaio remeteu ao Parlamento um projeto de lei que autoriza o Estado a plantar e comercializar maconha para combater o narcotráfico e a delinquência. O projeto, que dispõe de um único artigo e ingressou na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (8 de agosto), estabelece que o Estado terá autoridade para fixar as condições nas quais a cânabis será produzida, distribuída e comercializada. O consumo de maconha não é ilegal no Uruguai. O governo do presidente José Mujica havia dito em meados de junho, quando apresentou o projeto, que precisaria produzir 27 toneladas por ano de maconha em uma área de aproximadamente 100 hectares para satisfazer a demanda dos usuários uruguaios. "As atividades deverão ser realizadas exclusivamente dentro de uma política de redução de danos que também alerte a população sobre as consequências e os efeitos prejudiciais do consumo", de acordo com o projeto. O secretário adjunto da Presidência, Diego Cánepa, afirmou que a medida busca "arrebatar do narcotráfico um negócio de entre 30 e 40 milhões de dólares anuais", afirmou o Poder Executivo em sua página na Internet. O governo, que tem o controle do Congresso, espera que o projeto de lei funcione como uma norma marco, que o permita a emitir decretos que especifiquem regulamentações concretas para cada atividade. As autoridades adiantaram que não estará contemplado o cultivo particular de canabis e que apenas os uruguaios poderão fazer uso do regime, com o que buscam desestimular que o país se torne em um ímã para os consumidores de maconha.
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