quarta-feira, 8 de agosto de 2012


CPI: Mulher do bicheiro Cachoeira fica calada
Silêncio de noiva de Cachoeira e policial marcam retomada de trabalho de CPI

Andressa  Mendonça
Nos últimos cinco meses, Andressa Mendonça frequentou as manchetes com método. Em entrevistas homeopáticas, trazia os relatos do cárcere. O Carlinhos se considera um preso político, disse. Ele está muito deprimido, contou. Na hora certa ele vai contar tudo, insinuou.
Na terça-feira (7 de agosto), a senhora Carlinhos Cachoeira acomodou sua beleza na cadeira de depoentes da CPI. Convidada a falar, recolheu-se: “Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio.”
E se fizermos uma sessão reservada, sem a imprensa?, perscrutou o senador Vital do Rêgo, presidente da CPI. Andressa, qual um disco arranhado, repisou: “Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio.”
Moral: a diferença entre a conversa fiada e o depoimento formal é que o segundo pode dar cadeia. Hoje, Andressa é investigada pela PF por ter tentado chantagear o juiz da Monte Carlo. De musa da contravenção, passou à condição de suspeita de operadora da quadrilha. Melhor calar.
Além de Andressa, silenciou na CPI o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto. Acusado de prestar serviços de arapongagem ao bando de Cachoeira, ele também tinha mil motivos para manter os lábios colados. O silêncio da dupla é o que pode ser chamado de verdadeira eloquência.


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