sábado, 23 de abril de 2011

PSDB pede que Polícia Federal investigue invasão na conta do Twitter da TV Brasil

O PSDB vai acionar a Polícia Federal para que investigue se o Twitter da TV Brasil foi invadido por hackers, conforme alegou a emissora do governo para justificar uma mensagem ofensiva ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na última terça-feira - 19 de abril, o microblog da emissora afirmou que o senador mentiu ao dizer que a carteira estava vencida, em blitz policial no Rio de Janeiro. "A sua habilitação para dirigir foi renovada em 31/05/ 2010". Minutos depois, o texto foi apagado do canal mantido pelo departamento de jornalismo da emissora. "A TV Brasil pede desculpas pela recente mensagem enviada sobre assunto que não nos diz respeito", informou a TV, em nota. A presidente da TV Brasil, a jornalista petista Tereza Cruvinel, disse que uma sindicância foi aberta para descobrir a origem da "mensagem pirata". Na quinta-feira - 21 de abril, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), considerou insuficiente a explicação da petista Tereza Cruvinel: "É fundamental que seja apurada a suposta invasão do perfil da TV Brasil". Já o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), pediu a demissão da petista Tereza Cruvinel para que o caso seja esclarecido de forma isenta. "Diante da gravidade do fato, a permanência de Tereza Cruvinel na presidência da emissora ficou insustentável", disse, em nota divulgada pelo partido. O líder tucano também irá pedir ao Ministério Público Federal que investigue o caso e que a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara acompanhe. Na quarta-feira - 20 de abril, o líder do PSDB na Assembléia de Minas Gerais, Bonifácio Mourão, também questionou a versão da emissora. "É improvável que tenha ocorrido a violação noticiada e, se fosse o caso, mais improvável ainda que a TV Brasil tivesse 'recuperado' o comando da ferramenta em espaço de tempo tão exíguo", afirma Mourão. Em nome dos deputados governistas em Minas, ele enviou um pedido ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que investigue o uso político da emissora.

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