FBI testa sistema no Brasil para a Copa

Desde o ano passado, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro
testa o Sistema de Comando Central de Informação Virtual. O programa
elaborado pelo FBI, a polícia federal americana, permite que polícias
troquem informações sobre criminosos aumentando assim a vigilância sobre
pessoas que frequentam locais públicos. A plataforma de comunicação é
usada para integrar as principais polícias do mundo. Durante eventos
públicos definidos, policiais cariocas receberam treinamento e tiveram
acesso ao banco de dados de polícias de 41 países, entre elas, Japão,
Rússia, a Polícia Federal brasileira, as polícias estaduais, por
exemplo. Tudo sob tutela do FBI, de acordo com um policial que
participou do treinamento. O programa foi testado em três momentos em
2010: durante um jogo do campeonato brasileiro no estádio do Engenhão,
no encerramento de um curso da Polícia Militar e no Réveillon, em
Copacabana. Este ano, o sistema foi testado no desfile das escolas de
samba no sambódromo do Rio de Janeiro. De qualquer computador é possível
ter acesso ao sistema através do portal do FBI. Através de uma senha, o
policial pode passear pela página que não pode ser invadida por algum
hacker por ser criptografada. A medida possibilita o acesso a um banco
de dados ilimitado de fotos de criminosos. Assim, ao localizar alguém em
um estádio seria possível identificar se aquela pessoa praticou ou não
um crime. As autoridades federais responsáveis pela segurança na Copa do
Mundo, de 2014, e das Olimpíadas de 2016 defendem esta integração como
ponto importante para a segurança durante os grandes eventos. Sem
integração prevêem problemas. "A falta de gestão integrada é um problema
muito sério. Se por um lado isso existe entre as forças de segurança
nos estados, por outro lado, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária
Federal e a Força Nacional de Segurança também não atuam com integração,
e também não o fazem com as polícias estaduais. Assim, acredito que
integrar todos esses agentes de segurança pública é a solução, a
palavra-chave para termos a segurança que queremos. Resolvendo isso,
será um legado que ficará para o nosso Brasil", afirmou o ministro da
Justiça, o petista José Eduardo Cardozo.
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