PPS quer investigação sobre uso da Polícia Legislativa para ouvir testemunhas
O PPS vai pedir à Corregedoria da Câmara dos Deputados que apure o
envolvimento do presidente da Casa, deputado federal Marco Maia (PT-RS),
no uso da Polícia Legislativa para intimidar três pessoas que acusam o
deputado federal Policarpo (PT-DF) de compra de votos na eleição de
2010. Reportagem da revista Veja mostra como os agentes da corporação
excederam seus poderes e convocaram as testemunhas a prestar depoimento a
respeito do caso, sendo que os intimados nem mesmo trabalham na Câmara
dos Deputados. Em vez de investigar como Policarpo comprou votos na
disputa de 2010, a Polícia Legislativa apurava um suposto crime de
chantagem cometido pelos denunciantes. Os investigados confirmam ter
sido arregimentados por Policarpo, que pagou 4.000 reais para Francisco
Manoel encher um ônibus com sem-terra na periferia de Brasília. O
deputado acusado confirma ter pedido a Marco Maia que interferisse junto
à Polícia Legislativa. "Não é função da Polícia Legislativa atuar em
casos como esse. Se há denúncia de chantagem, o presidente Marco Maia e o
próprio deputado Policarpo deveriam ter feito um pedido de investigação
ao Ministério Público ou à Polícia Federal, que já vem acompanhando
esse processo. Usar a Polícia Legislativa pode configurar abuso de poder
e aparelhamento político", argumenta o líder do PPS, deputado federal
Rubens Bueno.
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