Indústria prevê crescimento menor e inflação maior em 2011

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reduziu a previsão para o
crescimento do PIB neste ano. A estimativa da confederação é que a
economia brasileira cresça 3,4% em 2011, ante projeção anterior de 3,8%,
feita em julho. "A economia brasileira volta a sentir com mais clareza
os efeitos da prolongada crise mundial nesse segundo semestre", afirma o
informe da CNI. Por outro lado, a associação aumentou a perspectiva
para a inflação para o fim do ano para 6,5%, teto da meta estabelecida
pelo governo. A previsão anterior era de 6%. Para o PIB da indústria, a
projeção passou de 3,2% para 2,2%. Houve uma redução também na
expectativa para o aumento do investimento em 2011 (a chamada formação
bruta de capital fixo), que caiu de 8,5% em julho para 5,5%. "A
indústria de transformação enfrenta problemas para atrair a demanda. Por
um lado, a demanda externa se mantém fraca e sem sinais de recuperação
no médio prazo. Por outro, embora a demanda interna cresça em ritmo
acima do PIB, parte relevante desse movimento é direcionada às
importações", completa. Depois do corte de meio ponto percentual feito
pelo BC em agosto, a indústria também revisou para baixo suas apostas
para a taxa básica de juros, que agora espera encerrar o ano em 11% ao
ano, contra os 12,5% ao ano da previsão anterior.
A estimativa é que o
dólar termine 2011 custando R$ 1,75. A previsão anterior era de R$ 1,56.
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