Órgão referência em saúde não paga funcionários há 5 meses e, em 75 anos, só fez um concurso público. Mas, não nomeou nenhum aprovado.
A sede do Instituto Evandro Chagas, órgão federal, em Belém: referência nacional em gripe A, febre amarela, dengue e rotaviroses.O único instituto de pesquisas a monitorar a gripe A em toda a região Norte – muito vulnerável a esse tipo de doenças em razão de sua falta de infraestrutura – pode simplesmente parar de funcionar.
Os pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, não recebem seus salários há cinco meses. O IEC é referência nacional não só em pesquisas sobre o vírus H1N1, mas também em febre amarela, dengue e rotaviroses. A despeito de sua reputação, o IEC, organismo federal, ligado ao Ministério da Saúde por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, abriga apenas 33 pesquisadores em seu quadro efetivo. Nos últimos 15 anos, para suprir a demanda, foram adicionados 74 pesquisadores por meio de bolsas ou contratos temporários.
Em 75 anos de existência, o único concurso público para o quadro efetivo foi concluído em março de 2011. A maioria dos pesquisadores temporários foi aprovada.
O edital do concurso previa o preenchimento de 392 vagas. Até agora, porém, mais de 3 meses depois da homologação, nem um único candidato aprovado foi chamado. E os temporários continuam sem receber os salários, mas não cruzaram os braços porque também fazem atendimento direto à população, mas estão insatisfeitos.
Até agora, apesar inclusive da intermediação de parlamentares, os pesquisadores não conseguiram ser recebidos pelo ministro Alexandre Padilha.

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