Tomado de assalto pelo Partido da República, subiu às manchetes e caiu na cabeça de Dilma.A presidente arremessou pelos ares Alfredo Nascimento e o staff dele. Quando parecia livre, eis que surgem novas informações.
Descobriu-se que José Henrique Sadok de Sá, substituto interino de Luiz Antonio Pagot no Dnit, mantém um casamento próspero.
A mulher de José Henrique Sadok de Sá, Ana Paula Batista Araújo, é dona de construtora brindada com R$ 18 milhões em contratos com o Dnit.
A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.Descobriu-se mais: Frederico Augusto de Oliveira Dias, personagem que não consta do quadro funcional dos Transportes, mantém sala no ministério e e-mail oficial.
Frederico Dias faz e acontece no Dnit. Reune-se com prefeitos, viaja com ministro, organiza assinaturas de contratos, et cetera e tal.
O sujeito percorre o ministério como representante do companheiro Valdemar Costa Neto (PR-SP). Quem paga o salário de Frederico? Ninguém sabe.
Abalroada pelas novidades que desafiam, Dilma mandou afastar José Henrique Sadok de Sá, até que se apurem os negócios da mulher dele.
O ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) afastou o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, José Henrique Sadok de Sá, que respondia interinamente pela diretoria-geral do órgão no lugar de Antônio Pagot. A decisão foi tomada após a divulgação de que a construtora da esposa de Sadok teria recebido R$ 18 milhões em convênios formados com o Dnit para realizar obras em rodovias federais. Passos ordenou também, a instalação de uma comissão administrativa disciplinar para apurar as denúncias.Quanto a Frederico Dias, o Ministério dos Transportes informa que foi "afastado de suas funções como assessor da diretoria geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), apesar de nunca ter sido nomeado, oficialmente no órgão, pelo governo". Já não perambula pelas dependências da pasta.
Dilma, é forçoso reconhecer, tenta ajustar o Ministério dos Transportes que conspurca seu governo. Porém, o fator PR, que vale quarenta votos na Câmara e seis no Senado, a impede de ampliar as distâncias que deveriam mantê-la a salvo da ação de escândalos que caem semanalmente sobre sua cabeça.
PS: Nas mãos do PR e prestigiados por Lula e Dilma, os dirigentes do Partido transformaram o ministério dos Transportes e seus órgãos, sobretudo o Dnit, num antro de grossa roubalheira. A oposição pede CPI, mas o governo prefere mudar apenas as peças para tentar conter o sangradouro.
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