As mudanças na Educação anunciadas na semana passada pelo governo chileno não impediram novos protestos de estudantes, que foram duramente condenados pelo governo. O ministro do Interior, Rodrigo Ubilla, acusou os organizadores de novas marchas no país de estarem "brincando com fogo". De acordo com um balanço da polícia, 62 manifestantes foram presos e 34 agentes ficaram feridos em Santiago. Um deles foi queimado após ser atingido por um coquetel molotov perto da embaixada do Brasil. A representação brasileira também foi atacada com pedras, segundo jornais chilenos.O trajeto autorizado para a marcha na capital chilena era diferente do que foi percorrido, o que aumentou a irritação das autoridades. As novas manifestações foram criticadas pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, que na véspera disse lamentar que "cada setor acredite que seu problema é o único que importa".
- Estou convencido de que chegou o momento de terminar com a violência, as ocupações e as greves que tanta destruição e dano causaram - disse o presidente em evento. - Espero que no nosso país tenhamos essa maturidade e esse patriotismo para que, para além das diferenças, haja um objetivo comum que é fazer um país melhor.
Diante da transgressão dos estudantes em Santiago, o prefeito da capital afirmou irritado à rádio Bío Bío que se eles não eram capazes de respeitar o lugar estabelecido para marchar é porque "estão passando dos limites. Para Pablo Zalaquett, "a autoridade está sendo ultrapassada".
Apesar do número de manifestantes ter sido bem menor que o esperado, cerca de 20 mil pessoas participam da manifestação em Santiago. A polícia usou jatos de água para conter alguns manifestantes, que chegaram a tacar fogo em um carro da polícia.
A passeata foi convocada pela Confederação Nacional de Estudantes da Universidade do Chile (Confech) e se repetiu em outras cidades do país, como Osorno e Valparaíso, onde outras 15 mil pessoas saíram às ruas em passeata.
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