sexta-feira, 15 de julho de 2011

Novo protesto estudantil no Chile

As mudanças na Educação anunciadas na semana passada pelo governo chileno não impediram novos protestos de estudantes, que foram duramente condenados pelo governo. O ministro do Interior, Rodrigo Ubilla, acusou os organizadores de novas marchas no país de estarem "brincando com fogo". De acordo com um balanço da polícia, 62 manifestantes foram presos e 34 agentes ficaram feridos em Santiago. Um deles foi queimado após ser atingido por um coquetel molotov perto da embaixada do Brasil. A representação brasileira também foi atacada com pedras, segundo jornais chilenos.
O trajeto autorizado para a marcha na capital chilena era diferente do que foi percorrido, o que aumentou a irritação das autoridades. As novas manifestações foram criticadas pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, que na véspera disse lamentar que "cada setor acredite que seu problema é o único que importa".
- Estou convencido de que chegou o momento de terminar com a violência, as ocupações e as greves que tanta destruição e dano causaram - disse o presidente em evento. - Espero que no nosso país tenhamos essa maturidade e esse patriotismo para que, para além das diferenças, haja um objetivo comum que é fazer um país melhor.
Diante da transgressão dos estudantes em Santiago, o prefeito da capital afirmou irritado à rádio Bío Bío que se eles não eram capazes de respeitar o lugar estabelecido para marchar é porque "estão passando dos limites. Para Pablo Zalaquett, "a autoridade está sendo ultrapassada".
Apesar do número de manifestantes ter sido bem menor que o esperado, cerca de 20 mil pessoas participam da manifestação em Santiago. A polícia usou jatos de água para conter alguns manifestantes, que chegaram a tacar fogo em um carro da polícia.
A passeata foi convocada pela Confederação Nacional de Estudantes da Universidade do Chile (Confech) e se repetiu em outras cidades do país, como Osorno e Valparaíso, onde outras 15 mil pessoas saíram às ruas em passeata.

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