sábado, 16 de julho de 2011

Ministro dos Transportes afasta diretor do Dnit cuja mulher assinou contratos de R$ 18 milhões em obras para o órgão

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afastou temporariamente José Henrique Sadok de Sá dos cargos de diretor executivo e diretor-geral interino do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo reportagem publicada, a empreiteira Araújo, de propriedade da mulher de Sadok de Sá, Ana Paula Batista Araújo, já ganhou R$ 18 milhões em obras em rodovias federais entre 2006 e 2011. O anúncio do novo diretor-geral interino do Dnit foi adiado para a semana que vem.
Em reuniões, o ministro concluiu que não tinha outra atitude a tomar. Paulo Sérgio Passos esteve reunido com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, mas saiu do encontro sem falar com a imprensa. Os dois trataram dos problemas envolvendo a pasta dos Transportes, alvo de denúncias de corrupção nas últimas semanas. O ministro também determinou a criação de uma comissão administrativa disciplinar para apurar a denúncia.
Até o momento, o único a ser afastado de forma definitiva foi o ex-ministro Alfredo Nascimento, que pediu demissão após a revelação de que a empresa de seu filho teve um crescimento de 86.500% no capital social .
Este é o segundo afastamento de um diretor do Dnit em menos de duas semanas. Após ser publicada denúncias de superfaturamento em obras públicas no Ministério dos Transportes e em órgãos vinculados à Pasta, Dilma mandou afastar o então diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e outras três pessoas. Logo após a decisão, Pagot entrou de férias.
Em depoimento no Senado e na Câmara , Luiz Pagot disse que continua no cargo, apesar da ordem da presidente.


PS: O Planalto descobriu que não será simples livrar-se do diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Não basta encontrar o substituto. O departamento é uma autarquia. Será preciso que o sucessor seja sabatinado no Senado e aprovado em plenário. Como o órgão não pode parar, no fim de suas férias, Pagot deve voltar ao trabalho. O dano à imagem do governo é inevitável. As mudanças serão feitas lentamente para não paralisar o órgão, cujas decisões são do colegiado e aprovadas por maioria.

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