A saída de Caron, militante do PT gaúcho e indicado pelo partido para o Dnit, faz parte da ordem dada pela presidente para que Passos faça "uma limpa" nos Transportes. Em relação a Caron, que controla quase 90% do orçamento do Dnit, o Planalto quer mostrar também que está disposto a "cortar na própria carne". Com base em informações de Luiz Antonio Pagot, a revista Veja aponta Caron como um diretor do Dnit que se empenhava em viabilizar "estranhos reajustes" de preço de obras. A publicação cita a duplicação da BR-101, no trecho entre Palhoça (SC) e Osório (RS). Teria sido Caron, segundo Pagot, quem sustentou no colegiado do Dnit a necessidade de assinar contratos aditivos com as empreiteiras encarregadas da obra, que teve seu preço elevado em 73% do valor original.
Dilma saberia dessas informações sobre Caron quando se reuniu com Passos.
Dilma disse a Passos que não quer execrar ninguém e que é preciso agir com equilíbrio, para que não sejam cometidas injustiças. Mas ela também afirmou que não suporta tantas denúncias e suspeições em um único setor do governo e quer que providências sejam tomadas o mais rápido possível.
Segundo um interlocutor da presidente, Dilma não vai "escolher pessoalmente" os substitutos dos dirigentes afastados do Dnit, pois acabaria ela própria sendo responsabilizada por eventuais erros dos futuros escolhidos. Para a presidente, o fundamental é que as próximas escolhas sejam feitas "com lupa" e evitem conexões partidárias de caráter exclusivamente fisiológico. Dilma quer participar das decisões ao lado de Passos, mas a responsabilidade pelos subordinados continuará sendo do próprio ministro.
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