Contrariando as especulações de que ligaria o Palácio do Planalto ao escândalo no Ministério dos Transportes, Luiz Antonio Pagot negou as denúncias de corrupção , defendeu Dilma e disse que o ex-ministro do Planejamento e atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nunca fez pedidos ou exigências a ele no que se refere à condução das obras do órgão.
Pagot foi um dos quatro afastados por Dilma após a denúncia da revista "Veja" sobre um esquema de corrupção que incluía superfaturamento de obras e recebimento de propina por alguns funcionários do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados à Pasta. A denúncia culminou com a demissão do então ministro Alfredo Nascimento.
Comentário de Ricardo Noblat: Apelo a Dilma para que traga de volta ao Ministério dos Transportes todos que dele se afastaram ou foram afastados caso nenhuma irregularidade seja constatada ao cabo das investigações. Inclusive o ex-ministro Alfredo Nascimento. Pode-se depois dizer que tudo não passou de um mal entendido. Há precedentes. O escândalo dos aloprados, por exemplo, não deu em nada. Os aloprados também deveriam ser chamados de volta.De tudo que disse em depoimento no Congresso, o diretor de férias do Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit), Luiz Antonio Pagot, restaram duas coisas:
1. Não houve irregularidade alguma no Ministério dos Transportes. Esqueçam as suspeitas de contratos superfaturados, licitações fraudulentas, enriquecimento ilícito e cobrança de comissão para o PR.Resumindo: não aconteceu nada de errado nos Transportes. E se aconteceu, há muito mais gente responsável por isso.
2. As decisões tomadas no âmbito do Ministério dos Transportes e no Dnit sempre foram colegiadas. E delas tomaram conhecimento as demais instâncias do governo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário