Aos 16 anos, ele já sabia o que queria fazer da vida. A decisão veio logo após vencer 411 oponentes de 72 países e ganhar a Olimpíada Internacional de Matemática, competição mais importante da disciplina no mundo. Não fez faculdade, pois concluiu o mestrado ao mesmo tempo em que terminou o ensino médio, numa das instituições de pesquisa mais reverenciadas do País, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. Aos 18 anos, começou o doutorado. Já publicou mais de 40 artigos em revistas internacionais, sendo que vários deles nas três mais importantes publicações do mundo – “Annals of Mathematics”, “Acta Mathematica” e “Inventiones Mathematicae”. Antes dos 30 anos, já era considerado um dos mais brilhantes matemáticos de sua geração. Desde então, seu passe é disputado pelas melhores universidades do planeta. Atualmente, aos 31 anos, é diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique, o CNRS, na França, pesquisador do Impa e um dos favoritos a conquistar a Medalha Fields, equivalente ao Nobel da matemática, prêmio concedido de quatro em quatro anos para o principal nome do setor no mundo.
Analisada sob os mais diversos ângulos, a trajetória do matemático carioca Artur Ávila é a de um vencedor nato. Ele subiu vertiginosamente ao topo. E, mais importante, manteve se lá. Transformou talento em sucesso, vontade em planejamento, insegurança em determinação.

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