A denúncia foi feita pelo médico Ronald Farias, da Associação Médica da Paraíba, em uma audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa.
Segundo Farias, o equipamento craniótomo (utilizado para fazer perfurações no crânio) está quebrado há mais de um ano e, portanto, os profissionais só têm a furadeira como opção.
O risco de morte, segundo a associação, aumenta consideravelmente, visto que com a furadeira, o tempo da cirurgia aumenta para uma hora. Com o craniótomo, o tempo médio é de dez minutos, conforme informou a associação, responsável por um extenso relatório de irregularidades no Hospital de Emergência e Trauma.
Pelo menos 35 pacientes por mês teriam a necessidade da cirurgia, considerada delicada.
A associação também denunciou a falta de macas na unidade hospitalar e as condições desumanas enfrentadas pelos pacientes. Os médicos também não foram poupados. A sala de repouso dos profissionais, conforme a associação, foi extinta na semana passada.
O secretário de Saúde do Estado, Waldson de Souza, negou a denúncia.
Terceirização
O Hospital de Trauma é a principal unidade hospitalar da Paraíba. Como o próprio nome diz, é referência para emergências e traumas.
Há dois meses, o governo do Estado passou a administração para a organização social Cruz Vermelha, sob alegação de economia de R$ 4 milhões.
Segundo o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) essa mudança não contribuiu para a melhoria do atendimento à população e os problemas de antes, ainda existem.
A audiência na Câmara Municipal de João Pessoa foi realizada para debater a terceirização de serviços públicos na área de educação, saúde, cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia. O médico Ronald Farias foi à audiência para comentar o caso do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena.
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