limpa 170 cofres particulares de clientes ricos do Itaú.
Bandidos passaram 10 horas 'trabalhando'; até comeram sanduíches na área que deveria estar blindada; banco não comenta.
Estima-se que os cofres tinham como conteúdo pequenas fortunas em moedas estrangeiras, jóias valiosas, títulos ao portador e documentos confidenciais. Tudo somado, um butim incalculável, diversificado e difícil de ser rastreado, com liquidez imediata e a prazo. Como é praxe nesse tipo de guarda, os bens ali reunidos não costumam fazer parte de declarações formais de patrimônio, constituido-se em reservas pessoais das quais os clientes não prestam contas nem mesmo aos responsáveis pelo banco. Apenas três clientes registraram queixa formal do roubo.
Divulgado apenas agora o assalto ainda é cercado de muito mistério. A ação dos bandidos aconteceu entre a noite de 27 de agosto e a madrugada seguinte, até o ínicio da manhã. Foram dez horas de 'trabalho' a partir das 23h50, quando o grupo dominou o vigia e ultrapassou todas as barreiras que deveriam existir até o cofre que guardava as caixas fortes. Na manhã de domingo, bastou, outra vez, render o vigia que iria iniciar o turno para completar o serviço.
A polícia ainda parece confusa pelo verdadeiro baile patrocinado pela quadrilha.
A Secretaria de Segurança manifestou estranheza pelo fato de o Deic – Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado – só ter sido comunicado uma semana após o fato.
O Banco Itaú não quer comentar a ação. Para a instituição, que tem apoiado suas propagandas nas bandeiras da sustentabilidade, a devassa dos cofres particulares de seus clientes chega a ser humilhante, uma vez que revela uma falha de segurança num setor que, em tese, deveria ser o mais blindado.
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