terça-feira, 30 de setembro de 2014


Manifestantes desafiam polícia e mantêm ocupação em Hong Kong

Após uma noite de confrontos, manifestantes pró-democracia continuam bloqueando as ruas de Hong Kong, fechando seu distrito financeiro e ignorando apelos para deixarem o local.
As manifestações se espalharam para outras regiões, incluindo a área comercial e um bairro residencial.
Os ativistas se opõem ao anúncio do governo chinês, feito no mês passado, sobre as eleições de 2017. Os candidatos terão que ser pré-aprovados pelo governo.
Ativistas se mobilizaram contra a medida, o que resultou nos confrontos deste fim de semana.
A polícia de choque se retirou na segunda-feira após confrontos durante a noite. Eles usaram cassetetes e dispararam bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão.
A China alertou outros países a não apoiar as "manifestações ilegais".
O Ministério das Relações Exteriores disse que se opõe a qualquer interferência externa nos assuntos internos da China.
Os manifestantes são estudantes e simpatizantes do Occupy Central, um movimento pró-democracia.
No domingo (28.set.2014), dezenas de pessoas foram presas nas ruas de Hong Kong.


Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (29.set.2014), Cheung Tak-Keung, representante da polícia, disse que foi usada "força mínima" na repressão do movimento.
Ele disse que 41 pessoas ficaram feridas nos últimos três dias, incluindo policiais.
Os manifestantes permaneceram acampados em torno da sede do governo, dormindo no chão. Barricadas foram montadas.
Cerca de 3.000 pessoas também bloquearam a estrada principal em frente à baía de Mongkok, na península de Kowloon, enquanto cerca de 1.000 enfrentaram a polícia na zona comercial de Causeway Bay, a leste do centro de Hong Kong.
O governo de Hong Kong pediu que os manifestantes mantivessem a calma e deixassem o local em paz.
Mas as escolas em três distritos foram fechadas e a cidade continua conturbada, com várias vias principais bloqueadas.


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