sexta-feira, 19 de setembro de 2014


ELEIÇÃO GAÚCHA
PT acusa candidata favorita de ter feito o que Dilma também fez — assessorar o próprio marido político

O CC DE ANA AMÉLIA
Em 1980 a maioria dos jornalistas da RBS tinham outro emprego, público. Até os diretores do jornal, rádios e TVs tinham cargos públicos. E a direção do Grupo até incentivava, porque não teria que pagar salários decentes. O veículo era um bico.
Em todas as áreas. E isso era prática comum em todos os jornais, emissoras de rádio e TV.
Na década de 90, com a chegada do Augusto Nunes para comandar a ZH, terminou a mamata e virou regra; não pode ter o segundo emprego. Nos demais veículos o incentivo ao cargo público continua.
A direção da RBS sabia que a Ana Amélia teve um cargo no Senado. Porque era mais do que normal.
A atual presidente Dilma teve um cargo de confiança quando seu então marido, Carlos Araújo, era deputado estadual.
Dilma era funcionária da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e tinha uma FG na Assessoria Superior da Assembleia Legislativa gaúcha. Pela bancada do PDT. Do deputado Carlos Araújo. Ambos do PDT.

Como ocorre em nível nacional, também nos Estados o PT está apelando para tudo a fim de manter-se no poder. No Rio Grande do Sul, os petistas estão fazendo um carnaval com a revelação de que a candidata até o momento favorita ao Palácio Piratini, senadora Ana Amélia (PP), exerceu um cargo em comissão no gabinete do marido no Senado, em Brasília, entre os anos de 1986 e 1987. Ao mesmo tempo, acumulava, como jornalista, a função de diretora da sucursal do Grupo RBS.
A informação foi confirmada pela senadora. Na época, Ana Amélia atuava como secretária parlamentar no gabinete do marido, o senador biônico Otavio Omar Cardoso, falecido há três anos.
Tudo bem: assessorar o próprio marido recebendo dos cofres públicos, ainda que por um período curto (entre junho de 1986 e março de 1987) e mesmo que o fato se tenha passado há três décadas, não é a melhor recomendação do mundo para quem aspira a um governo do Estado.
Mas e se coisa muito parecida tiver sido feita por alguém que pleiteia a Presidência da República? E se esse alguém é a atual presidente da República, Dilma Rousseff?
Pois é exatamente isso ... A presidente Dilma fez exatamente a mesma coisa, assessorando, no começo dos anos 90, a bancada do PDT na Assembleia Legislativa gaúcha, da qual fazia parte seu então marido, Carlos Franklin Araújo.
Com um detalhe: ela recebia dos cofres públicos, na Assembleia, e também dos cofres públicos como integrante dos quadros da Fundação de Economia e Estatística, entidade ligada à Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul.

Dilma e o ex-marido: ela também foi assessora da bancada
em que ele era deputado, tal como o PT acusa candidata ao governo
gaúcho Ana Amélia (PP) de ter feito quando o marido era senador.
A diferença é que Dilma recebia dois salários, ambos provenientes
dos cofres públicos.

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