domingo, 17 de setembro de 2017

Ao menos dois procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República foram afastados



O coordenador do Grupo de Trabalho da Lava Jato, da gestão Raquel Dodge, procurador regional da República José Alfredo de Paula Silva dispensou ao menos dois procuradores da República que trabalhavam com Rodrigo Janot. Na tarde de sábado, 16.set.2017, José Alfredo avisou a Rodrigo Telles e Fernando Antonio de Alencar que os procuradores estavam dispensados em 30 dias das funções em que atuavam no grupo da Lava Jato de Janot.
Rodrigo Telles e Fernando Antonio de Alencar haviam manifestado vontade de permanecer no grupo de trabalho.
Em 14 de agosto, a procuradora-geral da República nomeada, Raquel Dodge, havia reiterado o convite para que todos os membros do Grupo de Trabalho da Lava Jato, em Brasília, permanecessem nos cargos após a sua posse, em 18 de setembro. Na ocasião, a informação foi repassada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em reunião que contou com a participação do vice-procurador-geral da República, do vice-procurador-geral eleitoral, de toda a assessoria de Rodrigo Janot, além dos integrantes da Comissão de Transição indicados por Raquel Dodge.
O Grupo de Trabalho é formado por nove procuradores que auxiliam o Procurador-Geral da República nas investigações decorrentes da Operação Lava Jato que envolvem investigados com prerrogativa de foro. O convite para a permanência dos membros do Grupo de Trabalho da Lava Jato já havia sido feito por Raquel Dodge durante a campanha à sucessão de Rodrigo Janot. A reunião de 14 de agosto havia sido a primeira do Grupo de Transição para tratar de assuntos institucionais e foi agendada por Rodrigo Janot.
Em 11 de setembro, foram anunciados os procuradores da República Hebert Mesquita, Luana Vargas e José Ricardo Teixeira para compor o Grupo de Trabalho da Lava Jato em Brasília. Os três têm especialização na matéria criminal. Já estava na equipe Alexandre Espinosa.
O chefe do grupo de Trabalho, José Alfredo, participou de investigações criminais envolvendo casos relevantes, como mensalão mineiro, escândalo dos Correios, desvios da Universidade de Brasília (UnB), greve de policiais militares do estado da Bahia em 2014 e operação Zelotes. Trabalhou na equipe que auxiliou o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, na investigação e processo do Mensalão, no STF.




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