sexta-feira, 22 de junho de 2018



Marina Silva não consegue compor uma aliança partidária
que a retire do isolamento político



Marina Silva
Marina Silva, a presidenciável da Rede, frequenta o cenário eleitoral em situação sui generis. Bem-posta junto ao eleitorado, ostenta o segundo lugar nas pesquisas, atrás de Jair Bolsonaro (PSL). Mas não consegue compor uma aliança partidária que a retire do isolamento político. Refugada pelo PSB, Marina afagou o PPS. Chegou mesmo a dizer que o presidente da legenda, Roberto Freire, reúne qualidades para ser o número dois de sua chapa. Freire declarou-se “honrado”. Mas desestimulou a aproximação. Disse que o PPS não cogita abandonar o tucano Geraldo Alckmin.
“Presido um partido que aprovou num congresso nacional o indicativo de apoio à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin”, disse Freire. “Venho trabalhando nessa direção. Creio que, nesse momento, Alckmin é a alternativa que reúne melhores condições para enfrentar esse processo eleitoral.”
Freire esmiuçou a análise que faz da conjuntura política: “A eleição tinha dois caminhos. Houve um instante em que a perspectiva da candidatura de um outsider parecia empurrar a política tradicional para um segundo plano. Mas Luciano Huck e Joaquim Barbosa se retiraram do processo. Ficou uma opção à direita, com Jair Bolsonaro, e as alternativas representadas por Ciro Gomes ou um nome do PT. No centro desses dois polos estão Marina Silva e Geraldo Alckmin”.
O presidente do PPS concluiu: “Marina aparece bem na pesquisa porque tem o recall de campanhas passadas. Mas não tem estrutura partidária, está isolada. E Geraldo Alckmin, apesar dos problemas, dispõe de boa estrutura. Com Antonio Anastasia, em Minas, e João Doria, em São Paulo, terá uma campanha forte nos dois maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, ainda conta com o governador Márcio França (PSB). Creio que, sem um outsider, vai prevalecer nessa campanha quem tiver a melhor estrutura”.




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