Carlos Brickmann
Na Justiça brasileira, de desembargador para cima cada um tem seu carro oficial com motorista.
O Senado brasileiro tem carro oficial para todas as 81 Excelências (e, aliás, está trocando neste momento sua frota de carros de luxo).
E não é só o Senado: a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, depois de 20 anos de abstinência, voltou aos velhos hábitos, e aprovou verba de pouco mais de 3 milhões de reais para comprar carros importados Jetta, modelo 2012, com câmbio automático e bancos de couro.
Os vereadores sabem o que é bom – para eles. O Metrô do Rio não tem verbas para acelerar sua expansão. Mas para que Metrô, se Suas Excelências os senhores vereadores vão andar de carro importado?
Como sabe qualquer empresa privada, a despesa de um carro não é só com o carro. É preciso ter seguro completo, manutenção, segurança, manobristas. Estacionamento coberto, claro, para proteger das intempéries os veículos comprados com dinheiro público. Câmeras de vigilância, sem dúvida. E equipes terceirizadas para acompanhar, real time, as imagens dos estacionamentos.
Haja verba!
No caso dos vereadores do Rio, ainda haverá uma pequena economia: dois vereadores não necessitarão de carros, porque estão presos. Os veículos só serão entregues aos nobres vereadores que ainda estejam soltos.
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