Médicas espanholas são sequestradas por milícia islâmica no
Quênia

Duas médicas espanholas da organização Médicos Sem Fronteiras foram
sequestradas pela milícia islâmica Al Shabab, segundo informou o
chefe da polícia local, Leo Nyongesa. O sequestro ocorreu em Dadaab,
um acampamento de refugiados no leste do Quênia, próximo à fronteira
com a Somália. "As mulheres foram sequestradas por pessoas que
acreditamos procederem da Somália", disse o porta-voz da polícia
Erick Kiraithe. O motorista das médicas, um queniano, teria ficado
gravemente ferido no ataque, segundo o porta-voz. "Uma operação de
busca está em curso, mas está sendo dificultada pelas intensas
chuvas na região", acrescentou Kiraithe. O sequestro das médicas
espanholas é o terceiro de cidadãos estrangeiros no Quênia em pouco
mais de um mês. Em setembro e no início de outubro, uma britânica e
uma francesa foram sequestradas no arquipélago Lamu, a dezenas de
quilômetros da fronteira com a Somália, para onde foram levadas
pelos sequestradores. As autoridades do Quênia expressaram diversas
vezes o temor de que extremistas islâmicos teriam se infiltrado nos
acampamentos de Dadaab. Os acampamentos, os maiores do mundo,
abrigam mais de 450 mil refugiados, principalmente somalis. Dezenas
de milhares de pessoas se refugiaram este ano nos acampamentos de
Dadaab devido à seca que afeta mais de 13 milhões de pessoas na
África. Os Shabab, vinculados à Al Qaeda, controlam boa parte do sul
da Somália.
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